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Como fazer Marketing Jurídico sem Ferir as Regras da OAB

Melhores estratégias: Como fazer marketing jurídico?

O marketing jurídico é uma revolução. Sobretudo no que diz respeito à divulgação de advogados e escritórios de advocacia. Também em relação à captação de clientes.

Criar uma estratégias para isso é crucial em um mercado cada vez mais concorrido. Um bom site pode ser um grande diferencial, como é visto nesse outro artigo: Como um site para advogados ou escritórios de advocacia contribui para o marketing jurídico.

Contudo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é rígida quanto o que pode ou não ser feito.

O capítulo 4º do Código de Ética e Disciplina da OAB, que trata da propaganda para advogados e escritórios de advocacia, fala sobre várias normas que precisam ser seguidas à risca.

Desse modo, como fazer marketing jurídico sem ferir as regras da OAB?

Para responder, é preciso saber o que pode e o que não pode ser feito. Desta forma será muito mais fácil. Veja:

Como fazer marketing jurídico sem infringir as regras da OAB?

Em primeiro lugar: Não é certo achar que a OAB, ainda que regule, proíba o marketing jurídico.

Visto que, na realidade, a Ordem encoraja a prática, desde que esteja dentro da ética que ela diz. Pois as normas não impedem o direito à divulgação, mas sim garantem a justiça e a imagem do direito e tudo o que representa.

Seguindo esta linha, as normas deixam impor algo para fazer todo o sentido, certo?

Veja como você pode criar sua estratégia de marketing jurídico sem ferir o Código de Ética da OAB:

Você pode (e deve) ter um site na internet!

Sim, a OAB permite que advogados e escritórios de advocacia estejam na internet com sites que foquem em divulgar o profissional e aquilo que ele sabe.

Na verdade, como já dito, o marketing jurídico recomenda a presença na internet.

Está mais do que provado que hoje as pessoas buscam na internet quando precisam de algum tipo de serviço. E isso não exclui o direito!

Mesmo que recebam indicação de alguém, buscam sobre a índole do profissional online.

A própria Ordem indica, inclusive, que advogados busquem agências com qualificação e focadas no marketing jurídico.

Existem poucas no Brasil. Uma delas é a Juridigital, que existe para atender advogados e escritórios de advocacia.

Se pode usar fotos, mas desde que sejam do profissional ou do local onde trabalha sua equipe e sócios. Não pode usar fotos de fóruns ou outros lugares.

E as redes sociais, pode?

A resposta é sim! Contudo, é preciso que o perfil seja restrito ao segmento que você atua. Uma forma de fazer isso é ter um blog para gerar conteúdo e linkar isto à sua rede social. A mais utilizada é o Facebook.

Pode tratar sobre mudanças da lei no segmento de atuação e dar outras dicas.

Explicar sobre uma área do direito, para que e para quem serve também é uma forma de gerar um bom conteúdo para as redes sociais. Mas não se pode falar sobre algo específico de casos que você atua, por exemplo.

Atente: Todo o material publicitário de um advogado deve apenar informar.

Como fazer marketing jurídico na mídia impressa e digital

O Código de Ética da OAB permite anúncios nas mídias impressa e digital.

No caso de impressos, é preciso incluir os nomes de acordo com o registro na OAB. Bem como o número de registro da sociedade. Também se pode inserir a especialização do advogado ou escritório.

Na internet, se deve seguir as mesmas regras. A diferença é que isso precisa ser feito em revistas online ou sites que tratem apenas de assuntos jurídicos!

Participação de eventos públicos

O advogado pode participar de eventos públicos, desde que estes sejam para a prática do direito. Aqui estão: Palestras, seminários, premiações, entre outros.

Se pode participar de eventos sociais, desde que você ou seu escritório estejam ali para dar orientação jurídica ao público.

Rádio, televisão e outdoor

Também não se pode criar comerciais em estações de rádio e televisão. O mesmo ocorre com outdoors.

Contudo, o advogado pode participar de programas jornalísticos, tanto no rádio quanto na televisão, desde que não seja uma rotina.

Neste caso, a participação é para tirar dúvidas ou sobre mudanças de lei, por exemplo. Assim como em todas as outras estratégias de marketing jurídico, o foco é a informação.

Seja qual for o canal, o marketing jurídico não pode captar clientela ou fazer venda direta da profissão, uma vez que o Código de Ética e Disciplina da OAB não aceita tal prática.

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